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Egrégora
provém do grego “egrégoroi” e designa a força gerada
pelo somatório de energias físicas, emocionais e mentais de
duas ou mais pessoas, quando se reúnem com qualquer
finalidade. Todos os agrupamentos humanos possuem suas
egrégoras características: todas as empresas, clubes,
religiões, famílias, partidos etc.
Egrégora é
como um filho coletivo, produzido pela interação "genética"
das diferentes pessoas envolvidas. Se não conhecermos o
fenômeno, as egrégoras vão sendo criadas a esmo e os seus
criadores tornam-se logo seus servos já que são induzidos a
pensar e agir sempre na direção dos vetores que
caracterizaram a criação dessas entidades gregárias. Serão
tanto mais escravos quanto menos conscientes estiverem do
processo. Se conhecermos sua existência e as leis naturais
que as regem, tornamo-nos senhores dessas forças colossais.
Por
axioma, um ser humano nunca vence a influência de uma
egrégora caso se oponha frontalmente a ela. A razão é
simples. Uma pessoa, por mais forte que seja, permanece uma
só. A egrégora acumula a energia de várias, incluindo a
dessa própria pessoa forte. Assim, quanto mais poderoso for
o indivíduo, mais força estará emprestando à egrégora para
que ela incorpore às dos demais e o domine.
A egrégora
se realimenta das mesmas emoções que a criaram. Como ser
vivo não quer morrer, e cobra o alimento aos seus genitores,
induzindo-os a produzir, repetidamente, as mesmas emoções.
Assim, a egrégora gerada por sentimentos de revolta e
ódio, exige mais revolta e ódio. No caso dos partidos ou
facções extremistas, por exemplo, são os intermináveis
atentados. No das revoluções, freqüentemente, os primeiros
líderes revolucionários a alcançar o poder passam de heróis
a traidores. As egrégoras do mal terminam os seus dias
exatamente como aqueles que acabaram de destronar
(segundo Richelieu, ser ou não ser um traidor, é uma questão
de datas).
Já a
egrégora criada com intenções saudáveis, tende a induzir
seus membros a continuar sendo saudáveis. A egrégora de
felicidade procura "obrigar" seus amos a permanecer sendo
felizes. Dessa forma, vale aqui a questão: quem domina a
quem? Conhecendo as leis naturais, você canaliza forças
tremendas, como o curso de um rio, e as utiliza em seu
benefício.
A
única maneira de vencer a influência da egrégora é não se
opor frontalmente a ela. Para tanto é preciso ter Iniciação,
estudo e conhecimento suficiente sobre o fenômeno. Como
sempre, as medidas preventivas são melhores do que as
corretivas. Portanto, ao invés de querer mudar as
características de uma determinada egrégora, o melhor é só
gerar ou associar-se a egrégoras positivas. Nesse caso, sua
vida passaria a fluir como uma embarcação a favor da
correnteza. Isso é fácil de se conseguir. Se a egrégora é
produzida por grupos de pessoas, basta você se aproximar e
freqüentar as pessoas certas: gente feliz, descomplicada,
saudável, de bom caráter, boa índole. Mas também com fibra,
dinamismo e capacidade de realização; sem vícios nem
mentiras, sem preguiça ou morbidez. O difícil é
diagnosticar tais atributos antes de se relacionar com elas.
Uma vez
obtido o grupo ideal, todas as egrégoras geradas ou nas
quais você penetre, vão induzi-lo à saúde, ao sucesso, à
harmonia e à felicidade.
Os antigos
consideravam a egrégora um ser vivo, com força e vontade
próprias, geradas a partir dos seus criadores ou
alimentadores, porém independente das de cada um deles. Para
vencê-la ou modificá-la, seria necessário que todos os
genitores ou mantenedores o quisessem e atuassem nesse
sentido. Acontece que, como cada um individualmente está sob
sua influência, praticamente nunca se consegue superá-la.
Se você
ocupa uma posição de liderança na empresa, família, clube
etc., terá uma arma poderosa para corrigir o curso de uma
egrégora. Poderá afastar os indivíduos mais fracos, mais
influenciáveis pelos condicionamentos impostos pela egrégora
e que oponham mais resistência às mudanças eventualmente
propostas. É uma solução drástica, sempre dolorosa, mas às
vezes imprescindível.
Se,
entretanto, você não ocupa posição de liderança, o mais
aconselhável é seguir o ditado da sabedoria popular: os
incomodados que se mudem. Ou seja, saia da egrégora,
afastando-se do grupo e de cada indivíduo pertencente a ele.
Isso poderá não ser muito fácil, mas é a melhor solução.
Outro
fator fundamental neste estudo é o da incompatibilidade
entre egrégoras. Como todo ser humano está sujeito a
conviver com a influência de algumas centenas de egrégoras,
a arte de viver consiste em só manter no seu espaço vital
egrégoras compatíveis. Sendo elas, forças grupais, um
indivíduo será sempre o elo mais fraco. Se estiverem em
dessintonia umas com as outras, geram um campo de força de
repulsão e se você está no seu comprimento de onda, ao
repelirem-se mutuamente elas rasgam-no ao meio,
energeticamente. Dilaceram suas energias, como se você
estivesse sofrendo o suplício do esquartejamento, com um
cavalo amarrado em cada braço e em cada perna, correndo em
direções opostas.
Esse
esquartejamento traduz-se por sintomas, tais como ansiedade,
depressão, nervosismo, agitação, insatisfação ou solidão.
Num nível mais agravado, surgem problemas na vida
particular, familiar, afetiva, profissional e financeira,
pois o indivíduo está disperso e não centrado. No grau
seguinte, surgem neuroses, fobias, paranóias,
psicopatologias diversas que todos percebem, menos o
mesclante. Finalmente, suas energias entram em colapso e
surgem somatizações concretas de enfermidades físicas, das
quais, uma das mais comuns é o câncer.
Isso tudo,
sem mencionar o fato de que duas ou mais correntes de
aperfeiçoamento pessoal, se atuarem simultaneamente sobre o
mesmo indivíduo, podem romper seus chakras, já que cada qual
induz movimento em velocidades, ritmos e até sentidos
diferentes nos seus centros de força.
Com
relação à compatibilidade, há algumas regras precisas, das
quais pode ser mencionada aqui a seguinte: as egrégoras
semelhantes são incompatíveis na razão direta da sua
semelhança; as diferentes são compatíveis na razão direta da
sua dessemelhança. Você imaginava o contrário, não é?
Todo o
mundo se engana ao pensar que as semelhantes são compatíveis
e ao tentar a coexistência de forças antagônicas, as quais
terminam por destruir o estulto que o intentara.
Quer um
exemplo da regra acima? Imagine que um homem normal tenha
uma egrégora de família, uma de profissão, uma de religião,
uma de partido político, uma de clube de futebol, uma de
raça, uma de país e assim sucessivamente. Como são
diferentes entre si, conseguem coexistir sem problemas.
Aquele homem poderia ter qualquer profissão e qualquer
partido político, torcer por qualquer clube e freqüentar
qualquer igreja.
Agora
imagine o outro caso. Esse mesmo homem resolve ter duas
famílias, torcer para vários clubes de futebol, pertencer a
partidos políticos de direita e de esquerda ao mesmo tempo,
exercer a medicina e a advocacia simultaneamente e ser
católico aos domingos, protestante às segundas e judeu aos
sábados! Convenhamos que a pessoa em questão é
psiquiatricamente desequilibrada. Não obstante, é o que
muita gente faz quando se trata de seguir correntes de
aperfeiçoamento interior: a maioria acha que não tem
importância misturar aleatoriamente Yôga, tai-chi, rei-ki,
macrobiótica, teosofia e quantas coisas mais se lhe cruzarem
pela frente. Então, bom proveito na sua salada mista!
Fonte:
Instituto de
Pesquisas Psíquicas Imagick
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